• Dr. Rodrigo Tanus

Plataforma de Telemedicina – Definições e Aplicações

Atualizado: Nov 9

No final de mês de março, quando o Brasil já sofria uma grande aumento na incidência dos casos de COVID-19, o Ministério da Saúde aprovou por meio da Portaria 467/20, a liberação da prática da telemedicina. Este recurso foi muito discutido previamente ( 2018 ), e que inclusive tinha sido aprovado como projeto de lei, porém 30 dias após houve revogação pelo Conselho Federal de Medicina.


Durante a pandemia, fica muito mais claro a percepção e necessidade de adotar recursos, muito diferentes dos convencionais, para que consiga fornecer o acesso a informação, assistência e evitar grandes aglomerações, e aí são lançadas inúmeras iniciativas com tal propósito, dentre elas a telemedicina e suas modalidades de acesso remoto como teleorientação, teleconsultas e teleinterconsultas. Ao mesmo tempo uma grande quantidade de softwares são disponibilizados no mercado, fornecendo diferentes funcionalidades para teleconsultas, prescrição de receituário, solicitação de exames entre outras.

O termo “plataforma” refere-se a um modelo de negócio que gera valor, criado para facilitar uma relação entre 2 ou mais grupos interdepedentes, geralmente consumidores e prestadores ou produtores. Para que esta relação aconteça, as plataformas estruturam-se com metodologia, processo, pessoas e tecnologia, afim de gerar escalabilidade de usuários e recursos, que são acessados sob demanda. Geralmente criam “comunidades” e mercados com efeito network, que permite a interação entre usuários e transações.

A partir das definições citadas acima, conseguimos atribuir que plataforma não é simplesmente um app, ou um site, pois estes são apenas uma parte do contexto. A comoditização de inúmeras ferramentas disponíveis no mercado infelizmente não irão entregar o principal objetivo na qual as plataformas são criadas – Valor. E ainda mais quando estamos falando de saúde, onde a entrega de valor para os pacientes refere-se a desfechos clínicos, ou seja, o resultado de uma interação entre profissionais e pacientes com metodologia voltada a este foco. Tivemos uma grande oportunidade de implementar este grande recurso há 2 anos, em um cenário que possibilitava gerar maturidade e ajustes, para atender as demandas de prestadores e usuários, porém durante a epidemia, não temos este tempo necessário.

Acredito que instituições assistênciais, com grande experiência em desenvolver novos modelos de abordagem, consigam utilizar recursos para que haja de fato uma coordenação dos cuidados e um desfecho satisfatório para resolução das demandas dos pacientes.

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Tel: 047-3422-1112

R. Saguaçú, 120, Joinville

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